sábado, 2 de setembro de 2017

Distúrbio que afeta o bem estar

A enxaqueca é um distúrbio de origem física, mas com implicações emocionais e por isso seu entendimento passa pela neurologia e psiquiatria. 


Apesar de seus efeitos devastadores - ela está entre as 20 doenças que mais roubam anos saudáveis de vida dos indivíduos afetados, segundo a Organização Mundial de Saúde – a enxaqueca não é considerada doença grave, mas uma afecção recorrente essencialmente benigna. São quase inumeráveis os fatores desencadeantes da crise de enxaqueca. 
A cefaléia pode ocorrer em conseqüência de uma irritação em alguma víscera remota ou ser resultado de uma simples mudança de clima. Ela pode aparecer depois da ingestão de uma barra de chocolate ou como conseqüência de uma noite mal dormida. Oscilações na produção dos hormônios, odores fortes, excesso de luminosidade, determinados alimentos e bebidas e o mau hábito de pular refeições são alguns dos fatores que disparam o gatilho da enxaqueca.

 
OS PRINCIPAIS SINTOMAS
 
O sintoma mais comum é a dor de cabeça forte, mas nem sempre ele faz parte do quadro de crise. Manifestações como náuseas e vômitos, dor abdominal, diarréia, febre, sonolência, alterações de humor etc. podem sobrepor-se à dor de cabeça em um quadro clínico de enxaqueca. Quem sofre do problema pode ter duas a quatro crises ao longo de um mês, com duração de 4 horas até 3 dias. Quando a dor de cabeça acompanha a crise, ela é em geral violenta, latejante, mas também pode ser branda e perceptível, apenas, quando ocorre um solavanco da cabeça ou um acesso de tosse. A localização da dor de cabeçaé geralmente unilateral, na fronte ou na têmpora.

 
OS ALIMENTOS MAIS ASSOCIADOS À ENXAQUECA
 
• Aspartame;
• Chocolate;
• Embutidos;
• Frutas cítricas;
• Queijos envelhecidos;
• Vinho tinto.

 
TRATAMENTOS SÃO INDIVIDUALIZADOS
 
Não existe um tratamento padrão para a doença devido a variedade de sintomas e de fatores desencadeantes. Por isso, cada paciente é tratado como um caso único. O primeiro  passo para um diagnóstico de enxaqueca é tentar encontrar o fator (ou fatores) que disparam o gatilho da dor e demais sintomas. Recentemente, os médicos descobriram que a simples ingestão de analgésicos pode agravar os sintomas da doença, em futuras crises, além de nem sempre diminuir a dor de cabeça. Entre as novidades mais promissoras na prevenção da enxaqueca está uma substância chamada topiramato, princípio ativo de um medicamento usado no tratamento da epilepsia. O topiramato estimula a produção de certas substâncias pelo organismo que bloqueiam a dor e reduzem a ocorrência e a duração das crises.

 
NAS CRISES DE DOR SÃO USADOS ANTI-INFLAMATÓRIOS OU TRIPTANOS
 
Os anti-inflamatórios não esteróides, conhecidos pela abreviação AINEs bloqueiam a produção de prostaglandinas, interrompendo assim o fluxo dos estímulos dolorosos. Como efeitos colaterais, podem produzir queda na produção de glóbulos sanguíneos e lesões gástricas e renais.
Os triptanos mimetizam a ação da serotonina, substância que tem papel importante no processo natural de supressão da dor no organismo. Como efeito colateral, podem causar sensação de pressão no pescoço e no tórax, sonolência, tontura e dormência na ponta dos dedos e das mãos.
 
TRATAMENTOS PARA PREVENIR AS CRISES
 
ANTICONVULSIVANTES: são medicamentos também usados no tratamento da epilepsia, que estimulam a liberação de uma substância cerebral calmante, como o já mencionado topiramato.

ANTIDEPRESSIVOS: aumentam a disponibilidade de serotonina no sistema nervoso central, a substância responsável pelas sensações de bem estar e prazer, que também desempenham papel importante na supressão da dor.

BETABLOQUEADORES: Usados no tratamento da hipertensão arterial, eles neutralizam a ação da adrenalina, hormônio responsável por elevar os batimentos cardíacos e a pressão arterial, aumentando a disponibilidade das substâncias supressoras da dor no sistema nervoso. 

BLOQUEADORES DE CANAL DE CÁLCIO: Tradicionalmente receitados para pacientes cardíacos, passaram a ser usados no combate à enxaqueca por causa de sua ação bloqueadora da produção das prostaglandinas.

TOXINA BOTULÍNICA: de acordo com estudos em desenvolvimento, a substância poderia prevenir a crise de enxaqueca ao promover o relaxamento dos músculos da face. Mas tais conclusões sobre esse efeito ainda não são definitivas. 

 
TRATAMENTO NÃO MEDICAMENTOSOS
 
ACUPUNTURA: está provado que o estímulo das agulhas em regiões específicas do corpo humano aumenta a sínteses e a liberação de endorfinas, as substâncias supressoras da dor

MASSAGEM NA CABEÇA: o estímulo relaxa o cérebro e o estimula a interromper o fluxo do estímulo doloroso.

IOGA E TÉCNICAS DE RELAXAMENTO: são atividades que incentivam a imaginação de situações e cenários agradáveis, o que pode levar o cérebro ao relaxamento e a produção de substâncias responsáveis pelas sensações de prazer que levam à diminuição da dor.
 
Fonte: www.assuntodemulher.com.br

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